segunda-feira, 5 de setembro de 2011
O Portador do Diário
Eu estava perdida deitada sobre a minha cama esperando que alguém batesse na porta de meu quarto para me socorrer do terror dos meus pensamentos, eu havia perdido, estava descrente e nenhum fator restauraria minha alma novamente.
No mesmo ano encontrei uma pessoa, alguém que eu julgava que seria minha amiga, esta poderia me aliviar tirar meus medos e levar embora meu terror. Eu estava errada.
Passei semanas seguida deprimida dentro do meu quarto, comendo pouco, deixei meu trabalho e abandonei por completo minha vida, eu estava a mercê da morte.
Procurei uma religião, um padre, um pastor, um espírita, uma mãe de santo, mas nada aliviou o que eu estava sentindo.
Em uma visita que fiz a casa de minha avó, pois descobri que ela estava muito doente.
No caminho havia um grande parque, me sentei em um banco, fiquei a espera que algo acontece se, minha intuição feminina me dizia que naquele momento algo poderia acontecer e mudar os fatos. Um homem mais velho vestido de terno, com barba feita fazia posse de um livro, olhei para os lados e percebi que ele viria a se sentar ao meu lado, os outros bancos estavam todos ocupado.
__ Boa tarde. Disse o senhor bem vestido.
Esperei que ele se sentasse e o cumprimentei.
Estas foram as poucas palavras que trocamos durante o tempo que o homem se sentou ao meu lado.
Bem a frente havia iniciado uma grande confusão, um bêbado estava brigando com o pipoqueiro, rapidamente um tumulto se fez em nossa frente, quando a confusão perdeu o controle o senhor que estava sentado ao meu lado colocou seu livro sobre o banco e saiu para tentar ajudar creio eu.
Ao fim quando tudo havia acabado, o homem não apareceu e o livro estava ao meu lado sobre o banco, esperei para ver se ele iria aparecer, passado meia hora peguei o livro pois saberia que o homem não mais voltaria para busca-lo pois se não o teria feito antes.
Após a visita voltei para a casa, abri o livro deitada sobre minha cama, as paginas eram escritas a caneta, um papel aparentemente caro, em todas as paginas a descrição B.P.
Ao passar as paginas percebi que era um diário, um diário de uma mulher, e naquele instante eu seria a intrusa do mais intimo da autora.
Me perguntei varias vezes se deveria ler, se minha posição estava correta, pensei no senhor e o quanto este livro o seria importante. Abandonei tudo e nada mais fazia sentido, me sentido como uma criança que esta prestes a cometer uma arte o abri e li a primeira parte.
“ Estou tão só, meu coração se intristesse a cada dia, os médicos já não podem mais resolver meu problema sei que vou morrer, não a mais tempo neste mundo acredito que talvez todas as pessoas que me amam se lembraram de mim como eu era antes uma garota feliz e normal.”
Fechei rapidamente o livro, imaginei por alguns instantes que alguem estava brincando comigo, mais não, o que estava escrito no livro era verdadeiro, não havia mentiras e eu consegui entender o que a autora estava escrevendo.
Passei toda a noite lendo o diário, não conseguia parar de ler.
Amanheceu, e quando o sol estava a aparecer na janela do meu quarto li em voz alta a ultima pagina.
“ Pai sei que tentou fazer por mim tudo o que pode e o que não pode mais não posso agüentar esta doença que leva um pouco de você a cada dia, sei que sofres mais do que eu por estar me vendo nesta terrível situação. Guarde pai todas as boas lembras que tevês de mim, pois neste instante corto meus dois pulsos, para que com o esgotamento do meu sangue meu podre coração parece de bater”
Ao terminar de ler notei as manchas vermelhas que só poderiam ser sangue, deixei o livro sobre a cama e fui tomar um copo de água pois eu estava muito assustada.
O diário havia me mostrado algo que antes eu não havia percebido, os meus conceitos estavam errados, não era eu que tinha que mudar e muito menos não seria os outros, o que deveria ser mudado eram meus conceitos. Conceitos que me levaram para a mais terrível depressão.
Eu parei de julgar, deixei para os tolos os julgamentos, abri minha mente, escrevi meu diário, rasguei o que já tinha escrito, mudei meus hábitos me transformei em uma pessoa que não usa mais conceitos e me tornei feliz.
Imaginei que o dono do diário o queria de volta, coloquei vários anúncios e passadas duas semanas me deparei com o mesmo senhor que mudou minha vida ser saber.
Ele estava em minha porta, a abri e o convidei para entrar.
__ No anuncio esta casa esta como referencia.
__ Sim é esta mesmo vou buscar o que o senhor procura.
__ Aqui esta.
__ Você o leu? Pode me dizer algo sobre o que leu?
__ Sua filha realmente o amava.
__ Ela estava doente, estava com câncer.
O homem começou a chorar, eu o segurei, falei sobre os bons momentos que eles tinham vivido, falei o que sua filha havia dito.
Ele agradeceu, pediu desculpas e foi embora.
E eu aproveitei para agradecer, agradeci por ter conhecido o portador do diário, agradeci por minha vida ter mudado e agradeci por descobrir que o erro estava em mim, nos meus conceitos.
FIM
(MURILLO MELO MOURÃO)
A SabeTudo
Para dizer a verdade, a tartaruga passava as suas horas livres consultando livros e enciclopédias. Interessava-se por todos os temas existentes e por existir. Que curiosidade insaciável tinha ela!
- Desculpe-me, tartaruga, mas eu estava interessada em conhecer a ilha de Ceilão e... Diz timidamente a raposa.
-... E não consegue encontrar a resposta, não é verdade? Bem, não se preocupe que já lhe explico, querida amiga, responde a tartaruga, com sua tradicional amabilidade. Vejamos. A ilha de Ceilão está situada no Oceano Índico, ao sul da Península Indostânica ou da atual Índia. Esclarecida a dúvida?
-Oh, obrigada, obrigada, Sabe... Quer dizer, amiga tartaruga! Responde embaraçada a raposa.
A Sabe-tudo sorri compreensiva. É claro que conhece a alcunha que os seus vizinhos lhe puseram. Isso não a incomoda, pois adivinha o sentimento de admiração que se esconde por trás dela.
Os anos passam e os conhecimentos da tartaruga tornam-se imensos, a tal ponto que ela começa a tornar-se exigente e crítica com os seus vizinhos. Com mania de perfeição, torna insuportável a vida dos outros. De uma amiga brilhante e admirada por todos converte-se em uma criatura amarga e insatisfeita que, além disso, recebe a hostilidade de quem a rodeia.
A modéstia é uma virtude muito necessária, sobretudo para aqueles superdotados, que se destacam pelo seu próprio brilho. Sem a modéstia, o conhecimento é inútil, pois não será repartido com os outros que o têm em menor quantidade.
(Reflita)
domingo, 4 de setembro de 2011
O Primeiro Amor...
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| Love |
É fácil saber se um amor é o primeiro amor ou não. Se admite que possa ser o primeiro, é porque não é, o primeiro amor só pode parecer o último amor. É o único amor, o máximo amor, o irrepetível e incrível e antes morrer que ter outro amor. Não há outro amor. O primeiro amor ocupa o amor todo.
Nunca se percebe bem por que razão começa. Mas começa. E acaba sempre mal só porque acaba. Todos os dias parece estar mesmo a começar porque as coisas vão bem, e o coração anda alto. E todos os dias parece que vai acabar porque as coisas vão mal e o coração anda em baixo.
By:Joycinha
For: Joyce
O meu amor
Poderia ser cego para não ver o meu amor com outra pessoa...
Poderia ir embora para não ver meu amor nunca mais...
poderia me matar para não ser morto pela minha consciência...
poderia te amar sem controle e te fazer minha razão...
Mas...
Não poderia ser cego, pois te amei na primeira vez que te vi.
Não Poderia ir embora, pois minha consciência me mataria.
Não Poderia me matar, pois simplesmente minha vida é você.
E não posso te amar, pois sei que você nunca vai gostar de mim como eu gosto de você.
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